quarta-feira, 15 de março de 2017

STJD atende CBF e abre processo contra Inter por falsificação


O STJD acatou e abriu inquérito contra o Internacional pela suposta falsificação de documentos utilizados no 'caso Victor Ramos'. O processo ainda não tem data para julgamento e está sendo relatado pelo auditor Mauro Marcelo. O clube, através de seu vice jurídico, considera a demanda uma represália. 

 O processo teve início em fevereiro. Depois do Internacional ter procurado a Corte Arbitral do Esporte (CAS) para tentar resolver o caso da inscrição irregular de Victor Ramos em um âmbito superior ao STJD e a CBF. Já que o tribunal brasileiro arquivou o processo. Por isso, Gustavo Juchem, vice jurídico do clube, vê com desconfiança o andamento do caso. 

Além disso, o clube gaúcho também contesta a nomeação de Mauro Marcelo como relator do processo. Ele foi indicado ao cargo no STJD pela CBF. E a entidade é parte interessada do julgamento sobre falsificação. "Alegamos a suspeição dele, não foi acolhido até agora", lamentou o dirigente do Inter. 

O processo está em fase inicial. Neste momento o relator está ouvindo partes e unindo argumentos para dar andamento ao caso. E o Colorado não tem gostado da forma que as coisas estão ocorrendo. 

 "Nos incomoda a forma com que isso vem sendo tratado. Até pela desigualdade. O Inter não tem acesso a nada, e Vitória e os demais interessados tem. Mas temos tranquilidade porque temos a lei e a verdade dos fatos do nosso lado", finalizou Juchem. 

Caso Victor Ramos

As datas previstas hoje estão entre dia 27 deste mês - quando acaba o prazo de explicações da CBF - e o fim de abril. Internacional, CBF, STJD e Vitória darão suas versões para o caso, que será julgado por três árbitros, um italiano, um israelense e um português. 

O Internacional considera a inscrição do atleta Victor Ramos, que atuou no Vitória em 2016, irregular por ela ter ocorrido fora do período de transferências internacionais e o atleta estar ligado ao Monterrey, do México. Sob a ótica do Vitória e da CBF, a negociação não configura uma transferência internacional pois o atleta esteve emprestado ao Palmeiras e foi repassado ao Vitória sem que sua documentação retornasse ao país do clube de origem. 

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