quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Piratão de Tudo FIFA: Huracán recorre à Fifa por Sarrafiore e cobra US$ 10 milhões


Clube também quer sanções esportivas contra o Inter, o jogador e o empresário
            
Conforme prometido no final de junho, o Huracán recorreu à Fifa para receber pela transferência de Sarrafiore para o Inter. Na demanda feito junto a Câmara de Resoluções de Disputas da Fifa, o clube argentino quer 10 milhões de dólares (R$ 4.061.450,00), conforme cláusula de rescisão acertada no contrato entre o jogador e a agremiação de Buenos Aires.

O Huracán usa o artigo 18, inciso 3, do Estatuto e Transferência de Jogadores da Fifa para cobrar o valor. Na petição, o clube tenta explicar uma suposta manobra para negociar um contrato escondido, com a ajuda do representante e do jogador, em prol do Inter. Os argentinos ainda afirmam que as partes acusadas tentariam “disfarçar o ardil” com uma “operação legal e transparente”.

Na nota publicada no site oficial, o Globo, como o Huracán é chamado na Argentina, também exige “sanções esportivas” contra o Inter, o jogador e o empresário. O texto termina com uma acusação contra a Federação Gaúcha de Futebol (FGF). Segundo o time argentino, “o ardil” só teria sido concretizado com cumplicidade da FGF, que teria organizado da Copa Sub-20 para ser uma espécie de “palco para este tipo de manobras de ética duvidosa”.

O Correio do Povo entrou em contato com a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), que avalia a nota do clube argentino e se irá se pronunciar sobre as acusações. O Inter também foi contatado e também estuda se irá se falar sobre o caso.

Sarrafiore vem atuando com o Inter B, que disputa a Copinha da FGF, e com o time de aspirantes, mas segue trabalhando com o grupo principal do Inter. Apresentado no dia 4 de julho e devido ao problema jurídico, o meia não atuava desde dezembro de 2017.

Estives pelo mundo


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Grêmio apresenta a vanguardista Máquina Tricolor Express



A máquina de 1m80cm de altura funciona com cartões de crédito e libera uniformes de diferentes modelos

Em outubro, o Grêmio pretende instalar a primeira máquina que vende camisas oficiais do clube, produto inédito no mercado nacional. 

A Máquina Tricolor Express nasceu de uma parceria com a curitibana Wise Tecno e funciona com cartões de débito e crédito na hora da compra.  

A Tricolor Express é semelhante às máquinas que vendem latas de refringentes, chocolates, entre outros. Suas funções são controladas por um processador, com a ajuda de leitores ópticos e programas específicos. O torcedor paga. Recebe o produto na hora. 

 A Máquina Tricolor Express (1m80cm de altura, 1m20cm de largura e 0,50cm de profundidade) libera até oito produtos oficiais do clube, com a camisa oficial (e seus diferentes modelos) como destaque .  

O que é?

"É um equipamento "vending machine" para compras instantâneas de produtos do clube de forma prática, segura e instantânea".  

Como comprar?

"Basta se dirigir até uma máquina, escolher o produto e pagar com cartão de crédito ou débito. Automaticamente, num recipiente específico da máquina, a camisa sairá acondicionada em uma embalagem diferenciada ao consumidor. Deveremos instalar uma delas na Arena, na Loja GrêmioMania, nas próximas semanas".

Onde comprar?

"O uso destas máquinas poderá ser feito em lugares diversos, bares, restaurantes, hotéis, aeroportos, rodoviárias, lojas parceiras ou qualquer lugar. É algo novo envolvendo camisas de futebol. Aproxima ainda mais o torcedor do clube".


A máquina já foi testada no Rio Grande do Sul?

"Fizemos um pré-lançamento experimental na última sexta-feira, na Casa NTX, na Capital, durante o jantar de aniversário do clube, aproveitando o lançamento do terceiro uniforme (preto). Foram vendidas todas as camisas disponíveis na máquina (80 unidades) em pouco mais de uma hora. Logo iniciaremos a "capilarizacão" mercadológica do produto em formato similar ao processo de licenciamento da GrêmioMania. Assim, teremos um espectro do canal de distribuição da GrêmioMania constituído de três formatos distintos: lojas tradicionais, lojas em contêiner e loja express em vending machine".

terça-feira, 4 de setembro de 2018

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Grêmio quebra série de campeões eliminados nas oitavas

O último campeão classificado para as quartas-de-final era o Santos, vencedor em 2011, semifinalista no ano seguinte. Depois do time de Neymar, o Corinthians em 2013, o Atlético em 2014, o San Lorenzo em 2015, o River Plate em 2016, o Atlético Nacional em 2017 não haviam superado as oitavas. San Lorenzo e Atlético Nacional morreram ainda antes das oitavas, na fase de grupos. O Grêmio, não. Com enorme sofrimento, passou nos pênaltis pelo Estudiantes, com gol de Alisson
aos 47 do segundo tempo e vitória nos pênaltis por 5 x 3. Foi muito difícil. Erro grave de Geromel, atuação impecável de Kannemann e o Grêmio morreu nas oitavas-de-final com vitória por 2 x 1 contra o Estudiantes, na Arena. Ao todo, o Grêmio finalizou 23 vezes, contra duas do Estudiantes. Como o Santos, o Grêmio teve muitas dificuldades para driblar a linha de cinco defensores, que o Estudiantes, como o Independiente, fez em Porto Alegre. As finalizações não saíram limpas, frente a frente, embora merecesse pelo menos o segundo gol mais cedo, para levar a decisão para os pênaltis. Éverton fez 1 x 0 aproveitando excelente passe de Jael logo aos 5 minutos. Mas em seguida Jaílson
perdeu uma dividida no meio-de-campo e Geromel, limpo na jogada, perdeu a dividida para Rodriguez. O meia do Estudiantes levantou a cabeça, observou a posição de Marcelo Grohe e desviou para empatar a partida. O Grêmio massacrou o Estudiantes em termos de posse de bola (71% x 29%).
Também em finalizações. Apesar da atuação melhor do que o Estudiantes, está claro que o nível de atuação do Grêmio não está igual ao de 2017. Mas, nos pênaltis, o Grêmio fez o que merecia: venceu. Eram três pênaltis seguidos perdidos, dois por Luan e um por Maicon, antes de Cícero quebrar a seqüência contra o Atlético Paranaense, sábado passado. Incrível que Luan não tenha cobrado nenhum dos cinco vitoriosos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Arena, Grêmio: aprovados projetos para realização de obras no entorno

Da assessoria de imprensa da Karagounis

“A prefeitura de Porto Alegre informou nesta quinta-feira, 16 de agosto, que todos os projetos referentes às obras de infraestrutura do entorno da Arena do Grêmio, apresentados pela incorporadora Karagounis, estão aprovados.
As obras farão parte do acordo a ser firmado entre empresa, Município de Porto Alegre e Ministério Público do Rio Grande do Sul.
O avanço foi fruto de grande empenho e esforço das partes envolvidas.
De forma voluntária, a Karagounis se dispôs a contribuir para solucionar a questão que emperra o desenvolvimento do bairro, propondo-se a realizar as obras de infraestrutura mais importantes para a região, viabilizando, assim, as condições necessárias para seguir com seus empreendimentos na área.
Definidas em consenso as obras prioritárias, os respectivos projetos para a sua execução foram elaborados e agora devidamente aprovados pelos órgãos técnicos do Município.
Com isso deu-se sinal verde para a celebração do acordo que permitirá a execução do conjunto de obras que compreende a duplicação da Avenida AJ Renner, a duplicação da Avenida Padre Leopoldo Brentano e a reformulação de trecho da Avenida Pedro Boessio, além da construção de uma nova sede para o posto da 2a Companhia do 11o Batalhão e de serviços de desassoreamento de rede de macrodrenagem do município, responsável pelos alagamentos de partes do bairro.
Tratam-se de grandes intervenções que há muito tempo são esperadas por todos os cidadãos de Porto Alegre.”

segunda-feira, 28 de maio de 2018

As finanças do Internacional: o clube mais ineficiente do futebol brasileiro se complica


Marcelo Medeiros elevou a folha salarial e conseguiu a proeza de não vencer nem a segunda divisão. As dívidas oriundas desta estratégia ameaçam o futuro colorado

Ainda em abril de 2017, no início de sua gestão, o presidente Marcelo Medeiros reuniu a imprensa para dar um diagnóstico da condição financeira do Internacional – rebaixado para a segunda divisão por seu antecessor, Vitorio Piffero. O novo mandatário acabara de fazer uma faxina no elenco colorado, com as saídas de 26 jogadores – entre eles o meia Alex, que fizera sucesso no próprio Inter nos anos 2000, e o meia Anderson. Ambos caros. Era de se esperar que as dispensas fossem baixar os custos do clube e prepará-lo para um ano modesto. Que nada. Medeiros mandou ver em aquisições de atletas ainda mais caros. “A folha subiu porque a folha do ano passado nos rebaixou. A estratégia daquela folha nos levou para a segunda divisão”, defendeu o cartola diante dos jornalistas. Medeiros conseguiu o improvável. Degradou as contas coloradas, tornou o time ainda mais ineficiente e não conseguiu nem ser o melhor da Série B.

Todo grande clube rebaixado para a segunda divisão aproveita a humilhante temporada do descenso, ao menos, para reavaliar as finanças. Não existe a menor necessidade de gastar aquilo que se despende na elite. Para que se tenha ideia da disparidade, o América-MG foi campeão da Série B em 2017 com uma folha salarial de R$ 10,5 milhões. Por ano! Também promovido, o Paraná gastou R$ 5,2 milhões com salários e direitos de imagem. Junto do Ceará, que não detalha adequadamente seus gastos, essas foram as equipes que se deram bem na tabela – o que torna justa a dedução de que os demais adversários gastaram ainda menos do que isso. O Internacional achou que a sua folha da temporada fracassada de 2016, de R$ 119 milhões, era baixa para ganhar a segunda divisão. Medeiros a elevou para R$ 139 milhões – 13 vezes maior do que a do América-MG e 26 vezes maior do que a do Paraná. E nem assim foi campeão.

Aqui entre nós, pouco importa ao torcedor colorado se a taça da Série B não foi acrescentada à estante que tem um Mundial de Clubes, duas Libertadores e três Brasileiros. Não é disso que se trata. O novo presidente do Internacional se gaba de ter atingido o principal objetivo do ano, voltar para a primeira divisão. Tudo certo. O problema foi o preço pago para chegar lá. O Botafogo cortou sua folha pela metade em 2015 e conseguiu a promoção (e o título). O Vasco reduziu seus gastos com salários em 2014 e os manteve no mesmo patamar em 2016, nas duas vezes em que frequentou a segunda divisão nesta década. Não foi campeão em nenhuma delas, mas chegou à meta traçada sem consumir um dinheiro que a Série B não demandava. O Palmeiras segurou as remunerações no mesmo nível em 2013. Só o Internacional tomou a decisão de acrescentar R$ 20 milhões à folha do ano anterior – que já não era baixa. E para quê?

Em paralelo, houve baixa na arrecadação. O contrato de televisão rendeu aquilo que fora negociado com a Globo quando se pensava na primeira divisão, sem nenhum desconto por causa do rebaixamento. As demais entradas de dinheiro foram problemáticas. O quadro social colorado, alicerce que fez dele um dos times de futebol mais bem-sucedidos dos anos 2000 com seus mais de 100 mil sócios, rendeu menos do que no ano anterior. Os licenciamentos administrados pelo marketing também caíram, outro destaque contumaz do clube. Era óbvio que receitas acabariam estagnadas ou retraídas. Fora o fato de que a economia brasileira continuou a penalizar os cidadãos, não havia motivo para que qualquer linha de receita subisse na segunda divisão. Os jogos da Série B têm menos atratividade para o torcedor que se acostumou a frequentar o Beira-Rio com a equipe na parte de cima da tabela da Série A.

Outro motivo pela contenção de despesas em plena segunda divisão estava nas transferências de atletas – ou, melhor, na falta delas. O Internacional se habituou a tirar muito dinheiro dos talentos que revelou e exportou em seus momentos vitoriosos. Entre 2006 e 2015, os colorados contabilizaram uma média de R$ 68 milhões por temporada com essas vendas. A equipe chegou a fazer R$ 124 milhões em 2013, graças às saídas de Leandro Damião para o Santos e de Fred para o Shakthar Donetsk – o meia que agora disputará a Copa do Mundo de 2018 com a seleção brasileira. Essa máquina de fazer dinheiro quebrou. Ela gerou R$ 20 milhões em 2016 e R$ 26 milhões em 2017. Como esta era uma receita que seus dirigentes contavam para fechar o orçamento no azul, este orçamento ficou para lá de vermelho quando ela deixou de entrar no caixa. De novo, era previsível que o clube não fosse conseguir recursos com vendas de jogadores na Série B. O elenco que o rebaixou no ano anterior estava tão desvalorizado que o próprio Medeiros, quando chegou, livrou-se de 26 atletas em somente dois meses de gestão.


O Internacional gastou mais. Arrecadou menos. Não deu outra. Todos os indicadores financeiros pioraram de uma temporada para outra. A partir do momento em que faltou dinheiro para arcar com despesas, a direção colorada se viu forçada a endividar o clube. No total, os R$ 357 milhões devidos ao término de 2017 representam a maior dívida da sua história. E o numerão é mais grave do que parece. Aqui é preciso quebrá-lo partes para que se entenda como ele prejudica a rotina da administração. Uma distinção possível é a de curto e longo prazos. Quanto disso precisa ser quitado em curto prazo, no decorrer de 2018? Cerca de R$ 200 milhões. 56% do total. Basta comparar essa parte da dívida com o faturamento recorrente colorado, na casa dos R$ 220 milhões por ano, sem considerar vendas de jogadores nem luvas por novos contratos de televisão, para que se chegue à conclusão de que a dívida é impagável. E só estamos falando daquilo que será cobrado em 2018, não da dívida inteira.

Outro jeito de picotar o endividamento é pelo tipo de credor. Do total, 31% são devidos para o governo e estão equacionados pelo Profut, programa instituído em 2015 que permitiu a times de futebol renegociar e parcelar impostos não pagos nas décadas passadas. Esta não é uma parte da dívida que Medeiros tem motivos para temer, desde que mantenha os pagamentos das parcelas em dia. A dívida fiscal representa só um terço do total. Outros 30% incluem dívidas trabalhistas, resultado de ex-funcionários que ficaram sem receber os salários que lhes foram prometidos e abriram ações judiciais para enfim recebê-los. Este é um tipo perigoso porque, se não houver um acordo, a Justiça tem poder de penhorar receitas. Muitos times brasileiros passam por essa situação. Dirigentes veem a grana ser tomada por credores antes mesmo que ela chegue à conta bancária. É por isso que dívidas trabalhistas não podem sair do controle. Elas têm poder de sufocar o fluxo de caixa, que por sua vez acarreta atrasos em salários do elenco atual, que por sua vez entra na Justiça para receber o que lhe foi prometido. Vira uma bola de neve.

Outra bola de neve da qual o Internacional entende é a bancária. Sabe como Medeiros pôde acertar as contas ao término de 2017, com um orçamento que gastou mais do que arrecadou? Com empréstimos bancários. Ao longo da temporada, o dirigente contraiu R$ 55 milhões em novos empréstimos e pagou R$ 27 milhões dos que estavam para vencer. Entre aquilo que foi captado e aquilo que foi quitado, existe uma diferença de R$ 28 milhões, certo? É exatamente esta a quantia que foi acrescentada para o endividamento colorado. Este é um tipo de dívida do qual não há escapatória. Gerente de banco sabe que clube de futebol não tem crédito na praça, então toma duas precauções para liberar o financiamento: primeiro, sobe a taxa de juros para compensar o risco que está assumindo; segundo, pega contratos de televisão como garantia de pagamento. Se o Inter não chegar com o dinheiro na data combinada, o banco mostra o contrato da Globo e fica com as verbas dos direitos de transmissão para ele sem que elas passem pelo caixa do clube. Assim como a trabalhista, essa é outra dívida com a qual dirigente nenhum devia exagerar. A administração colorada vem abusando dela.

Das cartas que poderia colocar na mesa para equilibrar a desordem financeira, o clube gaúcho já usou a maioria. Em 2016, o então presidente Piffero vendeu antecipadamente os direitos de transmissão em TV fechada para o Esporte Interativo pelo biênio de 2019 e 2020. No mesmo ano, acertou a venda dos direitos de todas as plataformas para a Globo pelo período de 2021 a 2024. Os R$ 61 milhões recebidos em luvas, bônus pelas assinaturas dos contratos, foram imediatamente consumidos pelo orçamento estourado. Não seria uma decisão trágica se, ao mesmo tempo em que recolheu verbas de temporadas seguintes, o cartola tivesse ajustado as contas do clube para romper o ciclo vicioso. Não foi o caso do Internacional. Piffero vendeu a maior parte dos direitos e deixou um orçamento descompassado entre receitas e despesas. Medeiros teve a oportunidade de reduzir custos quando chegou, mas decidiu elevá-los, apesar de jogar a segunda divisão. A única propriedade de mídia que lhe restou foram os direitos de TV aberta e pay per view para o biênio de 2019 e 2020, estes negociados no início de 2018.

O Inter chegou a 2018 com uma das temporadas mais desafiadoras de sua história. Nas finanças, o que seu orçamento projeta não anima. O documento elaborado pelo departamento financeiro conta com R$ 55 milhões em jogadores vendidos, mais as expansões de várias receitas ordinárias, para que o ano termine com um déficit de “apenas” R$ 29 milhões. Isso apesar de uma redução das remunerações do futebol, para R$ 125 milhões, em relação ao que se viu na segunda divisão. É difícil tirar dos números motivos para otimismo. No campo, o retorno à primeira divisão lhe devolve o potencial de expandir receitas com marketing, bilheterias e associados. Desde que o futebol funcione, claro. No Campeonato Gaúcho, a equipe caiu nas quartas de final para o arquirrival Grêmio e assistiu às semifinais e à final pela televisão. Na Copa do Brasil, foi eliminada nos 16 avos de final para o Vitória nos pênaltis – derrotada para variar por um adversário de reduzida capacidade financeira. Restou o Brasileirão. O Internacional precisa desesperadamente de eficiência nele para começar a clarear seu futuro.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Grêmio aparece entre os 50 clubes que mais levaram torcedores aos estádios nos últimos 10 anos no mundo Pesquisa da Pluri Consultoria apontou o Tricolor na 47ª posição


Um levantamento da Pluri Consultoria apontou os 50 clubes que mais levaram torcedores ao estádio nos últimos 10 anos no futebol mundial. A lista é liderada pelo Barcelona, que totalizou 21.686.743 torcedores no período.

Entre os 50 listados, são quatro brasileiros: Corinthians, São Paulo, Flamengo e Grêmio.

O Tricolor está em 47° lugar, o quarto brasileiro, com 7.860.235 torcedores — uma média de 22.017 por partida.

Para o levantamento, foram considerados apenas jogos em casa em campeonatos nacionais e internacionais disputados entre 2008 e 2017.

Zagueiro contestado poderá ser devolvido ao Internacional nos próximos dias.



Segundo informações da imprensa carioca, o Vasco tem interesse de devolver o zagueiro Paulão ao Internacional após ser afastado do Cruzmaltino por conta de uma foto em que um grupo de jogadores ironiza a própria torcida, todos eles foram afastados do clube, inclusive Paulão.

O jogador está emprestado para a equipe carioca até o final do ano, mas nada impede que seja devolvido antes do término do empréstimo. Paulão é apontado como o líder de reinvindicações do clube, dentre elas ameaças de greve por conta no atraso do pagamento de selários.

Agora depende tudo do departamento jurídico vascaíno, que analisará a possibilidade de devolução, alegando indisciplina. Paulão tem contrato com o Inter até o final de 2019 com um salário fixado em 300 mil reais mensais.

Caso volte ao Internacional, dificilmente será aproveitado na equipe principal, deverá ser direcionado ao Inter B para treinar ao lado de Seijas, Fernando Bob e Eduardo Henrique, que aguardam propostas para serem liberados pelo colorado.

Fonte: Gaúcha/Zh.

E ai Thomas Müller, quais times brasileiros MAIS CONHECIDOS NA EUROPA?


quarta-feira, 23 de maio de 2018

As finanças do Grêmio: agora é a vez de uma outra conquista – a do equilíbrio financeiro



As finanças do Grêmio em 2017 (Foto: ÉPOCA)

Romildo Bolzan Júnior colocou o clube no topo da América, mas ainda precisa equacionar seu futuro financeiro. Não haverá como passar de 2018 sem entrar no eixo.

RODRIGO CAPELO

Não há glória maior para um clube brasileiro do que vencer a Libertadores – há, claro, a conquista do Mundial de Clubes, mas a concorrência europeia é tão desleal do ponto de vista financeiro que tal vitória tende a rarear. O Grêmio chegou lá. Dirigido pelo técnico Renato Gaúcho, o time tricolor festejou o título continental com exibições de gala e só perdeu em Abu Dhabi para o Real Madrid de Cristiano Ronaldo. É o tipo de desempenho esportivo que motiva algumas conclusões automáticas no imaginário popular. A primeira: a performance em alta deve ter feito o clube arrecadar como nunca antes em sua história. A segunda: tanto dinheiro, administrado por uma gestão reconhecidamente profissional como a gremista, só pode ensejar mais algumas temporadas de bons resultados em campo. Vamos com calma. No mundo real, o presidente Romildo Bolzan Júnior fará a grande final de sua administração só agora, em 2018.


O faturamento tricolor foi mesmo o mais alto de sua história até aqui, com R$ 341 milhões arrecadados em 2017, reajuste de 5% sobre o que havia conseguido em 2016. O aumento se justifica principalmente pelo brutal aumento nas transferências de atletas, mais especificamente a partida do atacante Pedro Rocha para o Spartak Moscou no segundo semestre. Há mais pontos positivos. O departamento de marketing gremista fez bom uso da conquista da Libertadores e elevou a receita comercial, composta por patrocínios, royalties e licenciamentos, para mais de R$ 71 milhões. Também incentivado pelo marketing, o quadro social terminou a temporada com quase 100 mil sócios adimplentes e colocou mais R$ 67 milhões nos cofres do clube. Todas as linhas de receita cresceram na temporada mais recente. Só não se pode supor que a arrecadação em alta e as vitórias em campo resolvem toda uma gestão.

De modo a incentivar o desempenho da equipe dirigida por Renato Gaúcho, Romildo aumentou os gastos com remunerações do elenco no decorrer da temporada. Ao todo, foram R$ 159 milhões despendidos em salários, bonificações e direitos de imagem no ano, 39% mais do que o clube tinha investido no ano anterior. Os custos administrativos também subiram. Se o cálculo parasse por aqui, aquela arrecadação do parágrafo anterior pagaria todas as despesas e ainda deixaria um excendente considerável, que poderia ser usado para investimentos de olho na temporada seguinte. Mas o cálculo não para. O Grêmio tem um passado custoso. As despesas financeiras, majoritariamente compostas por juros sobre empréstimos bancários contraídos pelo clube gaúcho, consumiram mais R$ 56 milhões. E aí aquele excedente, que era grande, ficou pequeno. Romildo terminou o ano no azul, com superávit de R$ 2,7 milhões, porém não conseguiu saldar tantas dívidas quanto poderia.

No desfecho da temporada, o endividamento gremista ficou em R$ 333 milhões. Existem partes dele menos preocupantes, como a fiscal. Cerca de R$ 100 milhões, ou 30% do total, serão devolvidos ao governo federal por meio do parcelamento permitido pelo Profut nas próximas duas décadas. Desde que não atrase as mensalidades, não há o que temer. Mas existem partes mais graves. Há R$ 80 milhões emprestados de instituições financeiras, como Banrisul e BMG, dos quais R$ 67 milhões precisam ser quitados necessariamente no decorrer de 2018. Não é uma quantia trivial. Lembre-se que, além da dívida em si, estão embutidos no pagamento dela os juros mencionados lá atrás. Não há escapatória deste endividamento. No momento em que Romildo tomou a grana emprestada para resolver pendências na administração gremista, o presidente entregou aos bancos alguns de seus maiores contratos como garantia. O patrocínio do Banrisul, o contrato de materiais esportivos da Umbro e verbas da TV Globo foram comprometidos.

Ora, dirá o otimista, nada de novo. O Grêmio tem credibilidade e condições financeiras para "rolar" alguns desses empréstimos – no financês, "rolar" designa a renegociação para esticar o prazo para o pagamento. Mas a perspectiva financeira para 2019 não é das mais favoráveis. A partir da temporada que vem, mudará a maneira como a TV Globo faz os pagamentos do contrato de direitos de transmissão. A cartolagem do futebol brasileiro estava insatisfeita até pouco tempo atrás com a distruibuição das verbas da televisão, então pressionou a emissora, na última negociação ocorrida em 2016, para adotar um modelo de divisão famoso por ter funcionado no futebol inglês: 40% divididos igualmente entre todos, 30% conforme a posição na tabela e 30% de acordo com a audiência. Os contratos foram assinados. Tudo certo. O que a cartolagem não reparou, de modo geral, é que neste formato não há como a Globo repassar toda a verba no início da temporada. Como 60% da verba passarão a ser variáveis, a maior parte dos recursos só poderá ser repassada ao término da temporada, quando serão sabidas posições e audiências.



A mudança no pagamento dos direitos de transmissão forçará todos os clubes a adaptar seus fluxos de caixa – inclusive o Grêmio. Os desdobramentos para aqueles que não acertarem suas contas podem ser perversos. É por isso que Romildo tem responsabilidade em 2018 talvez até maior do que teve no vitorioso ano de 2017. As dívidas bancárias, sobretudo os R$ 67 milhões de curto prazo e os juros que virão com eles, precisam ser equacionadas nesta temporada para que o clube não se complique a seguir. Nada disso é exclusivo ao Grêmio. O futebol brasileiro inteiro passa pela mesma dificuldade. Mas cada clube está em uma posição diferente em relação ao seu endividamento. Tudo o que a conquista da Libertadores pode proporcionar o Grêmio aproveitou: as receitas recorrentes aumentaram, o time campeão continental começou bem 2018, inclusive com mais um título estadual, e a impressão de bonança se acentua quando comparada a situação tricolor com a do endividado e perdedor Internacional. Mas o desafio que se impõe não é banal.

Facilita a vida de Romildo a valorização do elenco que acaba de vencer a Libertadores e o Gaúchão. O meia Luan continua a compor o time profissional gremista, apesar das especulações de longa data sobre sua saída. Ele é um ativo valioso. Assim como é o volante Arthur, que tem atraído o interesse estrangeiro desde que contribuiu para o título da competição continental, inclusive com uma negociação que vai e vém com o Barcelona. Além deles, há o jovem Everton nas categorias de base com potencial para uma transferência polpuda. É claro que, para o torcedor que esperava ver todos esses jovens talentosos em campo atrás de mais títulos, esta é uma solução que embrulha o estômago. Melhor seria se o futebol brasileiro, como o europeu, tivesse finanças ajustadas para que a venda de seus melhores jogadores não fosse obrigada pela necessidade de acertar o fluxo de caixa. Mas não tem. Os clubes brasileiros cronicamente dependem da exportação de seus talentos para fechar suas contas. E o Grêmio neste caso não é exceção.

Se existe alguma outra alternativa para que o Grêmio equacione suas dívidas bancárias sem vender tantos atletas? Sim, existe. A Arena do Grêmio. Mas aí começa uma outra novela. Hoje, a situação é a seguinte. O estádio tem sido administrado pela OAS, que não o quer mais, e sacrifica os cofres gremistas de duas formas. Em primeiro lugar, toda a bilheteria das partidas fica para pagar a manutenção do empreendimento. Em segundo, o clube ainda precisa depositar cerca de R$ 20 milhões anuais na conta da construtora para compensá-la por outros custos. É por isso que, a despeito de tanto sucesso no aspecto esportivo em 2017, o faturamento gremista diretamente com a sua torcida só aumenta se houver incremento no número de associados. Vender mais ingressos não adianta de nada. Num cenário otimista, em que o clube assume a administração do estádio e passa a explorar suas receitas comerciais e principalmente com bilheterias, haveria como elevar seu faturamento a um outro patamar. Só que esta é uma novela cheia de nuances.

A diretoria de Romildo tem uma proposta praticamente formatada para assumir a gestão da Arena do Grêmio. A ideia consiste em manter pagamentos de cerca de R$ 20 milhões anuais à OAS, para que a empreiteira faça jus aos empréstimos bancários que tomou no momento da construção do estádio. Além disso, numa negociação que tem o Ministério Público estadual à mesa, o clube assumiria a responsabilidade de fazer benfeitorias no entorno da Arena estimadas em aproximadamente R$ 100 milhões. O poder público está em cima do negócio porque a OAS tinha assumido esse compromisso, mas não o cumpriu. E, obviamente, o Grêmio precisará dar conta das despesas do estádio, que ainda são desconhecidas em sua plenitude, mas são obviamente altas. Esta jogada só fará sentido para a administração de Romildo se a Arena do Grêmio tiver potencial de arrecadação superior a todos esses itens, para que se pague tudo o que é necessário e ainda sobre dinheiro para o futebol. É mais uma decisão que colocará o Grêmio mais próximo do equilíbrio financeiro em 2019, ou distante de vez.

Bem vindo Rodrigo Caetano


Rodrigo Caetano pelo Fla

Contratações: 42

Eliminação Carioca:
2015/2016/2017

Eliminação Copa do Brasil:
2015/2016(Fortaleza)/2017(Vice)

Eliminação Sulamericana:
2016(Palestino)/2017(Vice)

Eliminação Libertadores:
2017(Fase de grupos)

Só sucesso...

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Por penalização da Globo, Inter perderá até R$ 50 milhões. O péssimo negocio que Inter fez com o EI


A partir de 2019, a Globo mudará o sistema de pagamento dos clubes no Brasileirão.

Ela distribuirá um total de R$ 600 milhões para os 20 clubes da Série A, seguindo um modelo bem parecido ao aplicado na Inglaterra:

40% deste valor sera distribuído igualmente entre todos os clubes
30% será baseado na venda do pay per view
30% conforme o desempenho dos clubes no campeonato
E ai vem o detalhe bastante importante.

Como o Internacional assinou com a TV Esporte Interativo ao invés do Sportv para os anos de 2019 e 2020, a Globo penalizou o clube.

Isso porque além do contrato com a tv fechada, ainda tem o contrato do pay per view e da própria tv aberta, com a Globo mesmo.

O Inter e os outros que fecharam com o EI levaram um desconto de aproximadamente 20% no acordo dos valores que irão ganhar já a partir de 2019.

Mais do que isso, quando estas primeiras equipes foram para o EI, a Rede Globo começou a despejar dinheiro nos clubes que faltaram justamente para não perder mais espaço.

Resultado? Essa também foi uma penalização indireta. Aqui tem um exemplo citado:

O Grêmio ganhou R$ 100 milhões de luvas (premiação no ato da assinatura) e o Inter R$ 47 milhões do EI.

Claro que esta premiação de R$ 47 milhões foi apenas por assinar a tv fechada, ainda foram pagas bonificações pelos contratos de tv aberta e pay per view, mas elas não chegaram nos R$ 100 mi do Grêmio e outros clubes.

Ao todo, a diretoria colorada acredita que perderá algo em torno de R$ 40 a R$ 50 milhões nas próximas duas temporadas em que estes vínculos são válidos.

Existe uma certeza interna no Internacional que assinar com o Esporte Interativo foi um péssimo negócio.

O Copião de tudo ta quebrado e quase falido mas a IVI não fala nada...


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