quinta-feira, 13 de junho de 2013

Fora da Copa, arena gremista é a única a seguir plano Fifa

Depois de seis meses, prazo que entidade costuma exigir para aprovar de vez um novo estádio, a nova casa do clube gaúcho tem pendências solucionadas

Torcida faz a festa na vitória da seleção brasileira sobre a França na Arena do Grêmio, no último amistoso antes da Copa das Confederações

A Fifa quer esse mesmo padrão de qualidade no ano que vem - o secretário-geral Jérôme Valcke já avisou que a tolerância nos prazos para a Copa das Confederações não se repetirá no caso dos palcos da Copa
De acordo com o cronograma original da Fifa, os seis estádios da Copa das Confederações seriam entregues em dezembro de 2012 e estariam totalmente testados quando a competição começasse, em 15 de junho de 2013. Esse roteiro, no entanto, só foi cumprido por uma arena que não está no roteiro da competição (e nem do Mundial do ano que vem). Um dos raros empreendimentos privados dessa nova geração de estádios brasileiros, a Arena do Grêmio foi entregue no fim do último ano, com uma grande festa de inauguração e um amistoso entre a equipe gaúcha e o Hamburgo, da Alemanha. Na tarde de domingo, o estádio foi palco do encontro entre Brasil e França, com casa cheia (51.919 pessoas e renda de mais de 6 milhões de reais) e bom atendimento ao torcedor. Entre um e outro evento, o estádio passou pelo processo que a Fifa considera indispensável antes de avaliar uma arena como segura e confortável. Nenhum dos seis palcos do torneio deste mês passará por esse mesmo processo de redução de falhas - e alguns deles, como os estádios de Brasília, Rio de Janeiro e Recife, serão usados no torneio depois de apenas um evento-teste.

Quando o estádio gremista foi aberto ao público pela primeira vez, há seis meses, ainda havia deficiências evidentes. De acordo com reportagem do site de VEJA na ocasião, havia materiais de construção e restos da obra, incluindo pedaços de madeira e fios soltos, espalhados por vários corredores e escadarias. O acabamento do estádio ainda estava incompleto e muitos dos banheiros e lanchonetes ainda não estavam concluídos. Vazamentos na tubulação provocaram poças gigantes nas áreas de circulação e ainda havia muita sujeira por todos os lados. No domingo, passado meio ano - não por coincidência, o prazo que os especialistas da Fifa avaliam como o necessário para solucionar as deficiências de um novo estádio -, a Arena do Grêmio já era outra, com instalações totalmente acabadas e um conforto muito maior ao torcedor. A Fifa quer esse mesmo padrão de qualidade no ano que vem - o secretário-geral Jérôme Valcke já avisou que a tolerância nos prazos para a Copa das Confederações não se repetirá no caso dos palcos da Copa, cuja entrega está marcada para dezembro próximo, sem falta.

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