quinta-feira, 11 de maio de 2017

Segundo dados, Marcelo Grohe está entre os melhores goleiros mundo

Segundo dados, Marcelo Grohe está entre os melhores goleiros mundo



Após examinarmos três dos maiores atacantes do mundo, decidimos ir ao outro extremo do campo: os goleiros. Rodamos mais uma batelada de dados para responder quem é o melhor do planeta na posição.

Utilizamos novamente os dados coletados pela Opta, parceira da ESPN. Para deixarmos as análises mais atuais, consideramos todas as competições oficiais de clubes e seleções (excluindo amistosos) a partir de 2013. Ao todo, olhamos mais de 7.000 jogadores e 100.000 jogos, porém fizemos um corte para goleiros que atuaram mais de 100 vezes no período, e ficamos com um total de 118 atletas.

As estatísticas analisadas incluíram quantidade de passes dados, percentual de passes corretos, distância média dos passes, rebatidas e erros em cruzamentos, finalizações sofridas totais, de pênalti, em situações de 1 contra 1 e, por fim, finalizações sofridas para diversas distâncias específicas. Em todos os rankings, apresentamos as estatísticas dos 3 melhores goleiros, bem como a média dos 118 atletas.

1 - SAÍDA DE BOLA

O goleiro é hoje parte fundamental do esquema de jogo de muitos times, e o gatilho para essa "promoção" foi a proibição, em 1993, de se pegar com a mão uma bola vinda de recuo. Os arqueiros passaram a treinar o manejo com os pés, e técnicos viram que ele poderia ser um jogador a mais na saída de bola.

Para esta análise, coletamos o total de passes de cada goleiro, a porcentagem de acerto e a distância média de seus passes. Abaixo, temos o ranking dos três passadores mais acurados de nosso grupo:



Temos aqui que três dos goleiros considerados entre os melhores do mundo são os passadores mais exímios, com acerto acima de 80% de seus passes, enquanto a média dos goleiros de nossa amostra é de pouco mais de 60%.

Vale destacar nesta estatística, porém, que o estilo de jogo do time é fundamental: em muito times, a tática de saída de bola da defesa é um chutão na direção do meio de campo, muitas vezes dado pelo goleiro. Quando olhamos para a distância média dos passes destes três goleiros, todos se situam pouco acima de 30 metros (um passe até a intermediária do campo de defesa), enquanto a média de nossa amostra é de 44 metros (um chutão até quase o meio de campo). Como curiosidade, o dinamarquês Kasper Schmeichel, goleiro do Leicester (e filho do grande Pete Schmeichel), acerta apenas 45% de seus passes, mas a distância média dos mesmos é de 55 metros!

2 - INTERCEPTANDO CRUZAMENTOS

O segundo quesito que analisamos foi em relação ao quão bem os goleiros interceptam cruzamentos. Neste quesito analisamos duas estatísticas, sendo que a primeira se refere ao percentual de cruzamentos que o goleiro rebate:



Jonas Lössl, do Mainz, seguido de Stegen, do Barcelona, e de Trapp, do Paris Saint Germain, são os líderes do famoso "sai que é minha!", rebatendo mais de 10% dos cruzamentos enfrentados, enquanto a média dos goleiros é de pouco mais de 6,5%.

Pior que não sair do gol é sair para "caçar borboleta" - jogada que quase sempre resulta em coisa ruim para seu time. Porém, aquele que não sai do gol, não erra... O que fizemos, então, foi calcular o número de erros na saída em relação ao número de saídas corretas:



Note que, quanto menor o número, melhor a performance. Temos aqui o hoje treinador Rogério Ceni (que se aposentou em 2015), e o vovô Fernando Prass, entre os melhores goleiros do mundo na saída do gol! O primeiro colocado é Jonathan Orozco, do Monterrey, do México.

Mesclando esta estatística com a anterior, que levou em conta a quantidade de rebatidas, temos que Jonas Lössl, do Mainz, é o melhor goleiro do mundo defendendo cruzamentos - além de ser o que mais sai do gol, erra pouquíssimo (ficou em quarto lugar no ranking dos que menos erram).

3 - DEFENDENDO PÊNALTIS

A velha máxima diz que goleiro não pega pênalti, é o atacante que erra... Mas não é isso que os números dizem.

Analisando um banco de dados mais amplo da Opta (que volta até a Copa do Mundo de 1966), calculamos o que acontece historicamente em cobranças de pênaltis: temos que em média 75,8% das cobranças resultam em gol, 17,9% em defesa do goleiro, e 6,3% vão para fora.

Desta maneira, se o goleiro não tivesse papel nenhum ao defender o pênalti, dado um número grande de cobranças sofridas, esperaríamos que nenhum goleiro defendesse muito mais que 20% das cobranças, mas não foi isso que encontramos.

Abaixo, temos a % de pênaltis defendidos dos goleiros analisados. Ressaltamos que as estatísticas disponíveis se referem apenas a eventos de jogo, não entrando assim decisões em cobranças de pênaltis.



Jan Oblak, do Atlético de Madrid, defendeu 4 de 9 pênaltis de nossa amostra (que se iniciou em 2013, lembre-se), correspondendo a impressionantes 44,4% de defesas. Mais impressionante ainda é o desemprenho do segundo colocado, o chamado "paredão brasileiro" Diego Alves, que apesar de percentualmente estar um pouco abaixo de Oblak, enfrentou um número muito maior de pênaltis no período (40), defendendo impressionantes 17 vezes. Em terceiro, temos Danijel Subaši?, do Mônaco.

4 - DEFENDENDO CARA A CARA

Uma das estatísticas coletadas pela Opta captura um dos lances mais dramáticos de um jogo: quando o atacante sai cara a cara com o goleiro. Em nossas análises, em pouco mais de 40% das vezes o resultado neste tipo de lance é o gol, e uma defesa do goleiro aqui geralmente muda o rumo de um jogo (defesas ocorrem em cerca de 40% das finalizações, e outros 20% vão para fora).

Vale notar que optamos por incluir aqui apenas as defesas - porém poderia ser argumentado que a maneira de o goleiro sair do gol influencia diretamente quando ocorre um chute para fora, que deveria então ser incluído na estatística. Vamos, então, para o ranking:







Temos aqui que Oblak não é apenas o goleiro que toma menos gols por jogo, mas aquele também que toma menos gols a cada chute do adversário (considerando tanto finalizações totais como finalizações corretas). O destaque aqui é o gremista Marcelo Grohe, que aparece em segundo lugar em ambas as estatísticas.

Mas ainda é possível fazermos mais um refinamento. Trazemos aqui um conceito apresentado em nosso primeiro artigo, o de gols esperados. Em sua base de dados, a Opta diferencia todos os tipos de finalizações feitas - se foram de cabeça, de pênalti, a 10 ou 35 metros do gol. Além disso, ela compila o resultado da finalização, se foi gol ou não. Com isso, consegue calcular a quantidade de gols esperados que um goleiro deveria sofrer, bastando considerar os valores esperados de gol para cada finalização que sofreu.

Quando comparamos os gols que se esperaria que um goleiro sofresse com aqueles que realmente sofreu, temos o quanto, de fato, o goleiro acrescentou (ou subtraiu) ao seu time. Por exemplo: se um goleiro sofreu 20 gols em uma temporada, mas se esperaria que sofresse 25 gols, dadas as finalizações que enfrentou, ele foi responsável em evitar 5 gols em relação à média; neste mesmo caso, se tivesse sofrido 35 gols, ele tomou 10 gols a mais que o esperado. 

Um comentário:

Anônimo disse...

Que dirá os outros goleiro.
Que safra RUIM.
Pra esse frangueiro ser um dos melhores do mundo 😂

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